Fotossíntese

De que se alimentam as plantas?

Será da terra (solo)? Muita gente acha que sim. Antigamente era igual, até os cientistas da época pensavam o mesmo. Para dar resposta a esta questão Van Helmont, um cientista do séc. XVII, realizou a seguinte experiência:

Plantou uma planta jovem num vaso com solo. Pesou previamente a planta e a quantidade de solo que lá colocou. Regou a planta com água da chuva durante 5 anos, voltou a pesar a planta e o solo, e verificou que enquanto a planta tinha aumentado enormemente o seu peso (de 2,25 Kg para 76,1 Kg), a diferença do peso do solo era insignificante (somente 1 grama!).  Concluiu que a planta não se alimentou a partir deste.
Ilustração da experiência de Van Helmont.





Mas se as plantas não se alimentam do solo qual será o seu alimento? Vamos por partes...

Circulação da seiva bruta.






As plantas absorvem, através das raízes, água que caiu no solo resultante da chuva ou de rega. Esta água, à medida que se vai infiltrando no solo, vai dissolvendo pequenas porções de minerais que lá se encontram. Logo, a água que é sugada pelas raízes tem sais minerais dissolvidos.

Uma vez dentro da planta, esta água com sais minerais dissolvidos é designada de seiva bruta.

A seiva bruta é transportada por vasos condutores em direção às folhas (circulação ascendente).  Os vasos condutores de seiva bruta encontram-se na região central do interior do caule .





O dióxido de carbono é captado através dos estomas.



Nas folhas (principalmente na página inferior) existem umas pequenas aberturas, os estomas, por onde as plantas captam dióxido de carbono do ar atmosférico.








Será então que a água com sais minerais dissolvidos (absorvida através da raiz) e o dióxido de carbono (captado através dos estomas) são o alimento da planta? Será que conseguimos dar já resposta à questão inicial? Ainda não.  No entanto estas substâncias são essenciais, as matérias primas, com que a planta obtém o seu alimento.

O alimento das plantas é obtido através de um processo chamado fotossíntese. Neste processo, as plantas fabricam o seu alimento, açúcares (matéria orgânica), a partir de substâncias minerais: água e dióxido de carbono.  Para que a fotossíntese ocorra é necessária a energia solar que a planta capta através de uma substância chamada clorofila (a mesma que dá a cor verde às plantas). O oxigénio é um produto final da fotossíntese que as plantas libertam para a atmosfera através dos estomas.




A fotossíntese ocorre essencialmente nas folhas. O alimento produzido é depois dissolvido em água e dá origem à seiva elaborada. Esta é enviada das folhas para as outras partes das plantas através de um conjunto de vasos condutores que se situam na periferia do caule (mais próximo da superfície do que os que transportam a seiva bruta).  A seiva elaborada circula no sentido descendente: das folhas para a raiz.


Circulação da seiva bruta e da seiva elaborada.

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Para terminar deixo-te uma sugestão: uma página interativa onde todos estes assuntos estão muito bem explicados. Mas há um problema, está escrita em inglês. Mesmo assim vale a pena, é uma boa oportunidade para utilizares os teus conhecimentos adquiridos na disciplina!

Entra na página AQUI.

Da fecundação ao nascimento

O que acontece durante a gravidez? Quais são as etapas de desenvolvimento do novo ser? Como se processa o parto? Encontrarás respostas a estas questões neste excelente vídeo:

Ciclo menstrual

Mas afinal o que é a menstruação?

Para a maioria dos rapazes que frequentam o 6ºano este é um mistério associado ao sexo feminino: uns ouviram falar mas não sabem bem do que se trata, outros desconhecem o assunto por completo. As alunas, pelo contrário, estão geralmente mais informadas ou são mesmo já menstruadas, mas mesmo assim subsistem muitas dúvidas, muita confusão. Muitas delas têm até ideias erradas quanto às consequências ou aos cuidados a ter durante o período.  

A menstruação (período) consiste numa perda de sangue através da vagina que acontece todos os meses. Ocorre em média de 28 em 28 dias e tem uma duração de 3 e 7 dias. Esta perda de sangue deve-se à descamação periódica do endométrio (camada que recobre o interior do útero e que tem como função acolher o embrião).

Vamos por partes:

Ciclo menstrual.

Durante o ciclo menstrual, um ovócito amadurece num dos ovários e dirige-se para a trompa (ovulação) permanecendo aí, vivo, cerca de 12 a 24 horas.  Ao mesmo tempo sucede que no interior do útero vai-se formando uma camada esponjosa, rica em vasos sanguíneos, chamada endométrio. Esta camada tem como função acolher o embrião e proporcionar-lhe as condições ideais para o seu desenvolvimento. Caso não haja fecundação do ovócito por um espermatozoide este acaba por morrer. Por sua vez o endométrio, como já não vai haver embrião, começa a descamar e sai através da vagina dando origem a uma pequena hemorragia, a menstruação.


A primeira menstruação na vida de uma rapariga denomina-se menarca. Nos meses seguintes à menarca é normal que o período não seja totalmente regular, podendo ocorrer duas menstruações no mesmo mês, ou passar 2 ou 3 meses sem perder sangue.No entanto, se o ciclo menstrual continuar a ser muito irregular para além do prazo de dois anos, é aconselhável consultar um médico ginecologista.

Há muitas ideias erradas sobre a menstruação e suas consequências no dia a dia das mulheres: diz-se que não podem fazer bolos ou pão porque estes não crescem, que se fizerem maionese esta destalha, que não se pode tomar banho nem sequer lavar a cabeça. Durante a menstruação a mulher pode ter uma vida normal e deve ter especiais cuidados com a higiene. O banho não tem qualquer problema, muito pelo contrário!

Para terminar, deixo-te este vídeo com algumas recomendações importantes:

Da ovulação à nidação

A partir da puberdade o sistema reprodutor entra em pleno funcionamento. Na mulher, os ovários libertam  mensalmente, e de uma forma alternada,  um ovócito amadurecido para a trompa do mesmo lado. Este processo designa-se por ovulação.

Durante a ovulação um ovócito amadurecido sai do ovário em direção à trompa.


Numa relação sexual o esperma (líquido que contém os espermatozoides) é depositado na vagina da mulher. Cerca de 300 milhões de espermatozoides iniciam então um percurso através do útero e em direção às trompas. Destes, somente algumas centenas atingem o ovócito e apenas um consegue penetrá-lo - fecundação. A fecundação dá origem a um ovo (zigoto).

O ovo começa a dividir-se ainda na trompa. Primeiro divide-se em duas células, depois cada uma destas divide-se novamente em duas e assim sucessivamente. A divisão do ovo em mais células origina o embrião.

A fecundação é a união de um espermatozoide com um ovócito. 



Quando o embrião atinge o útero, cerca de cinco a sete dias após a fecundação, é constituído por um conjunto de cerca de trinta células. Este pequeno embrião fixa-se, depois, na parede interna do útero, o endométrio. O processo de fixação do embrião na parede do útero chama-se nidação.

A nidação consiste na fixação do embrião na parede interna do útero, o endométrio.

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Em termos de resumo temos:

1) Ovulação - libertação de um ovócito amadurecido de um ovário  para a trompa;

2) Fecundação - União de um espermatozoide com um ovócito;

3) Nidação - Fixação do embrião na parede do útero.


Para terminar, vou convidar-te a assistires a este pequeno vídeo que retrata precisamente estes momentos. Presta atenção...




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Sistemas reprodutores masculino e feminino

Na maioria dos animais o sexo está apenas relacionado com a reprodução. Nos seres humanos, porém, a sexualidade está relacionada com muitas outras coisas: o corpo, o crescimento, os sentimentos como o amor e a ternura, o respeito pelo outro, o prazer e a responsabilidade, a família, a biologia e a saúde.

Para além dos caracteres sexuais secundários que foram já abordados na lição anterior, o homem e a mulher diferenciam-se pelos seus órgãos sexuais externos (caracteres sexuais primários). Estes, juntamente com um conjunto de outros órgãos que se situam na cavidade abdominal, constituem os sistemas reprodutores masculino e feminino.


Sistema reprodutor masculino:
Morfologia dos órgãos sexuais masculinos externos.



Órgãos sexuais masculinos externos:


 - Pénis (com prepúcio, porção de pele que recobre a extremidade do pénis);

- Escroto (bolsa que protege os testículos).








Sistema reprodutor masculino.

Funções dos órgãos do sistema reprodutor masculino:

- Testículos (produzem os espermatozoides);

- Canais deferentes (conduzem os espermatozóides desde os testículos até à uretra);

- Vesículas seminais (produzem líquido seminal)

- Próstata (produz líquido prostático );

- Uretra (canal comum aos sistemas reprodutor e urinário que transporta o esperma ou a urina para o exterior);

- Pénis (permite o ato sexual).











Sistema reprodutor feminino:

Morfologia da vulva.


Órgão sexual feminino externo (vulva):

- Grandes lábios e pequenos lábios (pregas de pele);

- Clitóris (pequeno órgão muito sensível da vulva);

- Orifício da uretra (orifício por onde sai a urina);

- Orifício da vagina (a vagina, juntamente com a vulva, permite o ato sexual).



Sistema reprodutor feminino.

Funções dos órgãos do sistema reprodutor feminino:

- Ovários (onde se localizam os ovócitos);

- Trompas (canais que ligam os ovários ao útero e onde ocorre a fecundação);

- Útero (órgão onde tem origem a menstruação e onde o novo ser permanece durante a gravidez);

- Vagina (canal que faz a ligação do útero com o exterior e onde é depositado o esperma);

- Vulva (órgão sexual feminino externo).


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Caracteres sexuais primários e secundários

É menino ou menina?

Será possível determinar o sexo destes bebés? É uma tarefa impossível!

Só conseguimos conhecer o sexo dos bebés através dos seus órgãos sexuais (ou órgãos genitais). Para além destes, não há mais diferenças.

Aos órgãos sexuais chamamos caracteres sexuais primários. Os caracteres sexuais primários acompanham-nos desde o nascimento, daí o termo primários!


Na infância, com excepção dos órgãos genitais (caracteres sexuais primários), o corpo das raparigas continua muito semelhante ao dos rapazes. Contudo, a partir de uma certa idade, começa a verificar-se uma série de transformações que vão progressivamente acentuando as diferenças entre os géneros (masculino e feminino). Estas são as alterações necessárias para se adquirir a capacidade reprodutiva (de ter filhos).

A esta fase da vida em que se iniciam as alterações no corpo de rapazes e raparigas chamamos puberdade (acontece, em média, entre os 8 e os 14 anos nas raparigas e entre os 9 e os 15 anos nos rapazes). A puberdade está normalmente associada a uma fase de crescimento acentuado.

Na puberdade surgem os caracteres sexuais secundários (vêm a seguir aos primários). Os caracteres sexuais secundários são modificações do corpo que ocorrem devido ao funcionamento do sistema reprodutor e que permitem distinguir o rapaz da rapariga.




Modificações na aparência do corpo em ambos os sexos, desde a infância até à fase adulta.

São os caracteres sexuais secundários os responsáveis pela diferenciação clara entre os indivíduos do sexo masculino e feminino (pelo dimorfismo sexual na nossa espécie).



Principais caracteres sexuais secundários nos dois sexos:



Rapazes


- Desenvolvimento dos testículos e do pénis;
- Crescimento de pelos em todo o corpo, em particular na zona púbica, nas axilas e na face (barba);
- Alargamento dos ombros;
- Desenvolvimento dos músculos;
- Alteração da voz (torna-se mais grave).



Raparigas


- Desenvolvimento das mamas;
- Alargamento das ancas;
- Crescimento de pelos, especialmente na zona púbica e nas axilas;
- Aparecimento da menstruação.




Juntamente com as modificações do corpo surgem também alterações em termos emocionais e de comportamento. Todas estas modificações vão-se prolongar por um período mais longo, até se alcançar a idade adulta. A fase da vida entre a infância e a idade adulta chama-se adolescência. A puberdade marca o início da adolescência.

A fase da vida em que deixamos de ser crianças e, pouco a pouco, nos vamos transformando em adultos é fascinante! No entanto pode, por vezes, provocar sentimentos de dúvida, de ansiedade e insegurança. Mas afinal tudo isso é normal e faz parte do crescimento e do amadurecimento. Presta atenção ao seguinte vídeo:


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Prevenção das doenças do sistema urinário e da pele

O sistema urinário e a pele (glândulas sudoríparas) são fundamentais na eliminação dos produtos de excreção que se formam devido à atividade celular. É por isso muito importante evitarmos que certas doenças afetem o seu bom funcionamento.

Cuidados a ter relativamente à prevenção das doenças do sistema urinário:



Beber água em abundância (cerca de 1.5 a 2 litros diários) facilita o trabalho de filtração dos rins dado que os produtos de excreção ficam mais dissolvidos.
Por outro lado, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas produz um efeito destruidor em algumas das estruturas dos rins.








Evitar comer carne em excesso. Os nutrientes resultantes da digestão da carne quando são utilizados pelas células dão origem a determinados produtos de excreção em quantidade dificultando a tarefa dos rins. Se estas substâncias se acumularem no organismo dão origem a uma doença chamada gota.















A higiene dos órgãos genitais, assim como a mudança diária da roupa interior, são fundamentais. Evitamos assim infeções urinárias que, se não forem tratadas, podem afetar gravemente os rins.

















Prevenção das doenças da pele:









Evitar a exposição direta ao Sol entre as 11 e as 16 horas. O Sol provoca queimaduras na pele e é responsável pelo seu envelhecimento prematuro. Em certos casos podem surgir cancros de pele.


Usar regularmente protetor solar na praia. A escolha do protetor solar deve estar de acordo com o tipo de pele de cada um.

O chapéu e os óculos de sol são também aconselháveis!










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A higiene é fundamental porque remove os micróbios e as impurezas da pele.





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